terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sinto, logo escrevo!


Desde criança os símbolos do alfabeto me intrigavam. Entender as letras foi como iniciar uma caminhada. Transcrevê-las, uma dádiva.

Minha mãe usava a escrita como estratégia de aprendizado, solicitando a cada ato impensado uma redação reflexiva. Entre uma atitude e outra, a escrita sempre me acompanhou e por meio de seus significados ganhei consciência. Criei vinculo com a escrita e percebi que ela poderia organizadamente dizer, o que até hoje minha fala não transparece.

A escrita convida-me a pensar, estruturar, dar inicio e fim. Encontrei nela identidade e por meio do seu uso em 1995 escrevi a primeira vez meu nome e este foi nosso primeiro encontro: mente, mão, lápis, papel e Monique. Não nos deixamos mais!

Frente a elas, eu as quero e elas precisam de mim para ter vida. Quando formulamos uma frase somos responsáveis pelo seu significado.

O encanto com a escrita me fez passar por cima do equívoco de alguns professores e risada dos colegas. Não tive medo, pois certa vez, em uma cópia, escrevi: "Errar é o caminho para acertar". Daí em diante, tirei sempre o melhor das pessoas, sem dar importância aos aspectos que a mim não faziam bem.

Quando adolescente, transbordei em desenhos, pois na velocidade dos meus hormônios, palavras ficariam pela metade. Agora que eles estão tranquilos, mato a saudade de forma mansa, transcrevendo sempre esta erupção de pensamentos e ideias.

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