quarta-feira, 7 de julho de 2010

Estalo

Por algum segundo tudo se embaralhou, recomeçou como a partida de um jogo de baralho, onde cada carta é um mistério.
Notei algumas frustrações, que de maneira alguma queria estar sentindo. Choro e desabafo em palavras, elas não me questionam , não me julgam, elas me apoiam sem fazer grandes alarmes.
Sentia meu peito ainda apertado em ver a vida tomando rumos sem me consultar, afastando-me do que eu queria ver e viver. Nessa hora, em meu ombro bateu a sabedoria, dando-me um abraço, explicando sem comunicação: Você vai ficar bem...
Porem, da mesma maneira que me derramei em palavras ocultando as lágrimas, estas brigavam por brechas em meus olhos, dificultando a visão.
Me perguntei: e o acontecer naturalmente? ...caí no meu esquema, respirei... me conformei. Busquei a sanidade dos meus pensamentos teóricos.
Desçí.
Dei o primeiro passo fora da nuvem mas a vontade é apenas de adormecer nela!
Quis você respirando no mesmo lugar que eu...
Seguí a caminhada...
com pedaços que a nuvem deixou em mim.

Um comentário:

  1. Nossa, adorei essa... fala de desilusão, tristeza. Gosto de ler sobre isso, ensina-me a viver... e a cada dia que conheço um pouco mais dessa guria, fico empolgado para conhecer todo o resto, e ter certeza que ela é especial! Espero que saiba que gosto muito de ti... bjs

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